Consequências para a saúde

No projeto medea trabalhamos com radiações de muito baixas frequências, de 0 a 300 Hz.

Na tabela I estão os valores recomendados para níveis de referência para 50 Hz.

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Tabela I – Valores recomendados pela UE para níveis de referência para 50 Hz

A interação dos campos eletromagnéticos com os seres vivos depende maioritariamente da frequência. No entanto, além da frequência, outros fatores como a forma do sinal (analógico ou digital), tipo de modulação,  intensidade da radiação, distância e tempo de exposição também têm sido estudados.

Quanto aos efeitos biológicos, a faixa de frequências dos campos eletromagnéticos pode ser dividida em três partes:

Baixas frequências até 30 KHz, onde a absorção de energia pelos tecidos biológicos pode ser negligenciada, comparada com o efeito dominante que é a excitação das células;

Altas frequências, na faixa de 30 KHz a 3000 THz onde predominam os efeitos térmicos;

Faixa de frequência da radiação ionizante, acima de 3000 THz, onde a energia da radiação eletromagnética é alta o suficiente para remover eletrões  dos átomos e moléculas.

É importante ressaltar que mesmo uma alta intensidade de radiação não-ionizante não provoca ionização no sistema biológico. Um estudo provou que, apesar de não provocar ionização no sistema biológico, esse tipo de radiação não-ionizante  produz outros efeitos biológicos, seja por aquecimento, alteração das reações químicas ou indução de corrente elétrica nos tecidos e células.

Ondas eletromagnéticas podem provocar efeitos biológicos que podem, ou não, levar a um fator nocivo à saúde. É importante entender que um efeito biológico ocorre quando a exposição a ondas eletromagnéticas causa algum efeito detetável no sistema biológico, mas não necessariamente um feito prejudicial à saúde.

Entre as baixas frequências até a frequência de ressonância ( frequência normal) podemos considerar que o calor é distribuído igualmente no corpo todo (comprimento de onda maior que o comprimento do corpo), com uma certa preferência para os tecidos que contenham grande quantidade de água.

 Relativamente a pesquisas a respeito dos possíveis efeitos nocivos à saúde, resultantes de campos eletromagnéticos de baixa intensidade (efeitos não-térmicos) estes são de dois tipos básicos: epidemiológicos e pesquisa em laboratório. Esses estudos observam padrões de saúde de grupos com grande número de pessoas utilizando métodos estatísticos. O estudo epidemiológico tem-se mostrado inconclusivo, pois não tem demonstrado relações de causa e efeito nem determinado o mecanismo das eventuais doenças.

Tem-se especulado muito acerca dos efeitos que a exposição prolongada a radiações de muito baixas frequências produzem na saúde humana, especialmente no que respeita o sistema nervoso e funcionamento cardíaco. De facto, ainda não se conseguiu provar que estas radiações tenham efeito nocivos na nossa saúde.